PE Alberto Loefgren
SP

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Áreas de Observação

Parque Estadual Alberto Loefgren

O Parque Estadual Alberto Löefgren (PEAL) é uma unidade de conservação de proteção integral localizada no município de São Paulo, capital do estado de mesmo nome, que possui 187 hectares de área e abrange partes dos distritos paulistanos de Cachoeirinha, Tucuruvi, Mandaqui e Tremembé.

Inserido em grande parte na bacia hidrográfica do rio Tietê, o clima na região é classificado como mesotérmico e úmido com verão chuvoso e inverno seco. Os meses com temperaturas médias mais elevadas são janeiro e fevereiro (em torno de 23ºC) e os meses com temperaturas mais reduzidas são junho e julho (em torno de 16,5ºC).

Segundo o Plano de Manejo, ‴O Parque Estadual Alberto Löfgren, também conhecido como Horto Florestal, caracteriza-se como uma das poucas opções de ambiente natural na região em que está inserido, a zona norte da cidade de São Paulo. Embora seja uma UC de proteção integral, sua identidade está fortemente associada à prática de recreação, diferenciando-a das demais unidades de conservação de mesma categoria, confundindo-a, muitas vezes, com um parque urbano.

O Parque está aberto diariamente para visitação e tem seu espaço disputado por diferentes públicos, que se diferenciam nos horários e dias da semana. Além disso, são também realizadas atividades de educação ambiental, que tiveram início de uma forma mais sistematizada a partir da década de 80, com escolares. A área de uso público, com diversificados recursos paisagísticos, possui uso consagrado e visitação estimada em sessenta mil visitantes por mês, usufruindo as múltiplas formas de lazer que o Parque oferece. Nela encontram-se lagos, arboretos, equipamentos de esporte, Museu Florestal, de importância na história da conservação do estado de São Paulo e o Palácio de Verão do Governo do Estado.‴

‴A principal formação vegetacional do PEAL é a Floresta Ombrófila Densa Montana, com predominância de formações secundárias. Há também as áreas antrópicas, onde estão localizados os arboretos. Estas áreas são caracterizadas por talhões que apresentam plantios com apenas uma espécie até talhões com plantios mistos com mais de quatros espécies. Em função da não realização de tratos silviculturais nesses plantios, praticamente desde 1957, observa-se nesses arboretos, vários níveis de alteração. Além dos arboretos, as áreas antropizadas incluem áreas fortemente alteradas, que se apresentam hoje em estádio inicial de regeneração, as áreas com solos raspados em função da garimpagem de chumbo proveniente do Clube Paulistano de Tiro e as áreas construídas e gramadas que servem à administração do Parque e à sede do Instituto Florestal e Fundação Florestal.

Ao reunir as diversas fontes de informação, foram selecionados registros referentes a 786 espécies no PEAL, das quais 668 encontram-se depositadas no Herbário Dom Bento Pickel (SPSF), provenientes das coleções dos arboretos e dos trechos de floresta nativa do PEAL, e 81 foram identificadas na Avaliação Ecológica Rápida. Dessas espécies, 472 ocorrem em várias localidades do Brasil e 314 são provenientes de outros países. Foram também contabilizadas 29 espécies ruderais. No levantamento florístico do componente arbóreo-arbustivo do trecho de mata nativa na região do São João Gualberto foram amostradas 81 espécies, pertencentes a 35 famílias e 67 gêneros, sendo 80 angiospermas (Magnoliophyta) e uma pteridófita (Pteridophyta).‴

FAUNA: Há registro de 220 espécies, sendo 182 espécies de aves, 20 de mamíferos, 11 de anfíbios, 06 de repteis e 01 espécie de peixe.

‴A ausência de levantamentos mais detalhados para mamíferos e anfíbios e a quase total ausência de informações para répteis, peixes e invertebrados tornam a riqueza de espécies do PEAL subestimada. Esta é, no entanto, uma primeira aproximação da riqueza de espécies para o Parque. Essas informações somente serão complementadas mediante levantamentos científicos mais sistemáticos, como aqueles já realizados para a avifauna.‴

Acesse o anexo 8 do Plano de Manejo do PEAL para ver a lista de espécies da avifauna.

História

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Referências